A minha história com as línguas

Já faz algum tempo que eu ando querendo virar um poliglota. Não sei muito bem o que me fez começar a querer isso, mas listo alguns motivos que hoje me fazem almejar tal façanha:

- Forçar, de forma saudável, a mente.
- Poder acessar conteúdo na Internet que esteja em outras línguas.
- Poder ler livros que ainda não foram traduzidos para o português.
- Ajudar outras pessoas a aprenderem línguas, pela Internet.

Há de se dizer que eu nunca fui um prodígio em línguas. Estudei uns anos em alguns cursos de inglês da minha cidade, Fortaleza. É claro que esse estudo "formal" teve sua importância no meu aprendizado, mas acho que eu passei a realmente ser fluente em inglês lendo materiais na Internet, além de ouvir bastante música (uma das minhas paixões) em inglês.

Some-se isso ao fato de eu ser bastante curioso e gostar de desafios. Por exemplo, quando eu vejo um texto em alemão, sou tomado pela vontade de aprender aquele idioma, de entender as construções frasais usadas no texto e coisas do tipo. É algo que me fascina.

Bem, acho que há uns dois anos atrás, eu decidi que o meu nível de inglês estava bom e, então, quis aprender a falar alemão. Já comecei errado, porque o alemão é, ao meu ver, uma língua para especialistas. Palavras difíceis e longas, declinação complicada e construções frasais complexas fazem do alemão uma língua difícil de se aprender por alguém acostumado à facilidade do inglês. Fora que o inglês é uma língua que você indo ao cinema assistir um filme legendado, ouve. Indo no Netflix, você seleciona uma série americana e ouve. Você conversa com pessoas na rua e ouve termos como "brother", dentre outros. Agora, e o alemão? Onde você encontra filmes nessa língua? Quais são os termos alemães usados no português? A dificuldade começa por aí.

Então, eu analisei bem a situação e fui bastante racional. Depois de um tempo, elenquei quais seriam as línguas, por grau de dificuldade e semelhança com o português, que seriam interessantes eu aprender. Cheguei à seguinte lista:

- Espanhol: claro. Uma língua simples, de gramática e construções frasais bem parecidas com o português. Você simplesmente ouve alguém falar espanhol e, mesmo sem nenhum contato prévio com a língua, consegue entender a maior parte do que ele disse.
- Italiano: um pouco mais difícil do que o espanhol, mas, ainda assim, uma língua bem fácil. Com um tempinho de dedicação, os resultados chegarão. Meu pai mesmo, que nunca foi um árduo estudante de línguas, consegue se virar muito bem no italiano, inclusive às vezes chegando até a dizer que sabe mais dessa língua do que inglês.
- Francês: uma língua charmosa, sonora e bastante rica. Requer mais dedicação do que as línguas que citei anteriormente, mas ainda assim será um prazer aprendê-la.
- Alemão: sim, chegou a hora do tão temido alemão. Como já falei nesse post, é uma língua de especialistas. Sendo que eu pretendendo ser um especialista em línguas depois que aprender a falar espanhol, italiano e francês. Então, é uma coisa viável, sacam?

Mas a verdade é que o buraco é mais embaixo. Sim, porque apesar de eu me considerar fluente em inglês, ainda acho que posso melhorar bastante meu listening (principalmente pra assuntos técnicos) e meu reading também. Então, eu pus na cabeça que só iria partir pro espanhol quando eu ficasse master realmente no inglês. E esse é o processo em que estou agora. Vou lhes informando sobre o meu progresso nos próximos posts. Abraço!

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